Site dedicado a EmaNuel Santos

Entrevista exclusiva: Novelasnacionais.com

Fica aqui um agradecimento especial ao EmaNuel por ter acedido a este convite e à Andy me deu permissão para colocar a entrevista no site !

Espero que gostem! ;)

 

 

Teve a sua estreia em televisão no "Batatoon", onde fazia parte do grupo musical residente. Foi um dos finalistas da terceira edição da "Operação Triunfo". Também foi cantar residente em alguns programas musicais da RTP. Actualmente participa em "Morangos com Açúcar" onde interpreta Lucas, o mauzão da trama.

 

Quem era o Emanuel antes de ser conhecido pelo público?
O Emanuel era um estudante de Teatro e Musica que sonhava um dia poder ser actor e músico a nível profissional, mas que, antes de ser conhecido, trabalhou e batalhou muito para ter a sua independência. Um Café, lojas de Centro Comercial foram alguns dos seus trabalhos… Mas nunca desistiu do seu sonho.

O bichinho da música nasceu contigo?
Nasceu sim. Era muito novo quando comecei a cantar, mesmo sem conseguir falar correctamente. A musica esteve sempre presente na minha vida e cantar era o meu melhor e mais acarinhado passatempo.

Participaste em "O Porto", um projecto encenado por António Capelo, entre outras coisas. O que tiraste desse tipo de experiências?
“O Porto” foi o meu primeiro projecto teatral escolar no Curso de Interpretação que conclui mais ou menos em 2004. Foi o início de tudo na minha área teatral. Onde aprendi os primeiros passos de um actor. Ainda não o sou hoje em dia. Nesta área estamos constantemente a aprender e a enfrentar muitos obstáculos e indecisões. Mas é magnífico.

Quando eras ainda muito novo fizeste parte do grupo Naif, residente no programa  Batatoon. Essa experiência foi importante?
Foi muitíssimo importante na minha aprendizagem. Estava, na altura, a ter aulas de canto Lírico, onde o produtor também estudava. Ele ouviu-me e, como estava prestes a iniciar esse projecto infantil, convidou-me a participar. Eu tinha 11/12 anos. Obvio que não pensei duas vezes e os meus pais concordaram! Acabou por ser, assim, a minha primeira participação na TVI.

Integraste o elenco do musical "Fame", em digressão pelo país entre 2005 e 2006. Como
foi essa experiência? Achas que foi importante para a tua carreira?
O convite para o musical “Fame” veio depois de estar a trabalhar na companhia profissional de Teatro de Lousada, onde estava a residir. Como a proposta era para um Musical (um dos meus sonhos) e os ensaios já seria em Vila Nova de Gaia (onde a minha família sempre viveu) era juntar o útil ao agradável. Então aceitei fazer e foi com muito gosto que andei quase um ano de Tournée por todo o país com esse espectáculo. Podia juntar a paixão pelo teatro e pela música num só trabalho e isso, para mim, era o culminar da alegria.

Como é que foi integrar a terceira edição da Operação Triunfo? O que é que guardas dessa experiência?
Tudo começou numa altura mais chata da minha vida. Eu nesse ano estava sem trabalho em Teatro e, como tinha que ter dinheiro para as minhas coisas, não olhei para trás e comecei a trabalhar num Café durante a semana e numa Loja de Roupa aos fins-de-semana. Como será de esperar, nunca deixei de procurar a minha própria essência e de lutar pelos meus objectivos, mas não estava fácil nessa altura. Mas certo dia vi o anúncio do programa “Operação Triunfo”, em 2007, e lancei-me de pés e cabeça para os Castings. 7000 mil pessoas para 16 lugares. Medo! Mas com muita força de vontade, cheguei ao fim e assim entrei na “Escola da Operação Triunfo”. Desta experiência tiro muitas coisas boas: As aulas, os fabulosos profissionais que me ensinaram, um pouco mais de experiência e daí, pela primeira vez, o primeiro reconhecimento por parte do público.

Na OT todos os concorrentes competiam entre si. Apesar disso, conseguiste fazer amigos no programa?
Como na vida, as situações em que estamos inseridos influenciam sempre as ligações e os afectos entre as pessoas. No programa não foi excepção. 24 Horas juntos, a viver muitas emoções juntos, é perfeitamente normal que tenhamos estado muito unidos. Claro que cada um segue a sua vida depois ainda por cima porque éramos todos de pontos distintos do país. Mas claro que ficam algumas pessoas no nosso coração e outras com quem, por vezes, mantemos contacto.

Depois da OT, fizeste parte dos cantores residentes de "A Minha Geração". Gostaste da experiência?
Foi muito gratificante para mim, depois da Operação Triunfo, receber esse convite para ingressar o grupo de cantores residentes do programa “A minha Geração” na RTP. Começava assim a maior responsabilidade pois já não era um concurso mas sim um trabalho profissional. Foi uma Honra para mim trabalhar com a grande família da RTP e mais uns bloquinhos consegui adquirir para a minha caixinha de experiências.

Há pouco tempo, foste um dos escolhidos para cantar temas no "Festival RTP - A melhor Canção de Sempre", onde cantaste "Onde vais rio que eu canto" e "Flor de Verde Pinho". Foi mais uma experiência para mais tarde recordar?
Claro que sim. Tive um enorme prazer a defender esses dois maravilhosos temas do nosso grandioso repertório musical Nacional. E, posso confessar, estas minhas duas interpretações foram, sem dúvida, as que mais prazer me deram fazer em televisão a nível musical.

Mais recentemente chegaste ao elenco dos "Morangos com Açúcar". Como é que surgiu essa oportunidade?
Essa oportunidade, ao contrário do que muitos possam pensar, surgiu da maneira que surge a toda a gente do elenco Jovem. Eu tive conhecimento do primeiro Casting e preparei-me para o fazer. Quem era admitido na audição entrava directamente num Workshop de dois meses proporcionado pela Plural Entertainement/produtora. Eu também frequentei esse Workshop e no final tive a recompensa. Aí sim, recebi a proposta para interpretar a personagem que todos já conhecem.

A tua personagem, o Lucas, é um mulherengo vilão. Deu-te prazer fazê-lo?
No início do projecto todos tínhamos acesso a todas as informações e, como tal, eu já conhecia as outras personagens em questão. Mas desde o começo que nutri uma enorme química pelo Lucas. Era o meu oposto e, como tal, o maior desafio para mim a nível profissional. Foi um enorme prazer encarna-lo.

Inspiraste-te em alguém para criar o Lucas?
Este Lucas deu-me um grande trabalho de casa, sim! A personagem foi estudada ao pormenor, porque eu não queria seguir o estereótipo do “mauzão” que todos temos na cabeça. É claro que, em muitos aspectos, o Lucas é totalmente identificável com muitas pessoas que conhecemos, vemos em filmes ou ouvimos falar. Não me inspirei em ninguém específico, vi muitos filmes, li muito bem as minhas cenas, estudei as interligações das personagens todas e observei muitas pessoas na rua até chegar a um “mauzão” com um certo humor negro, fingido, atrevido e com aspiração a Actor. (risos)

Fizeste amigos nos Morangos?
Fiz muitos amigos nos Morangos. Foi uma entrega muito grande desde o Workshop onde já conheci alguns. Houve bastante entreajuda e generosidade entre o grupo o que é muito importante para quem quer ser Actor de verdade.     

Como foi trabalhar com gente mais experiente como o João Maria Pinto?
Meu Deus, foi uma Honra trabalhar com o João. Ele é um Actor maravilhoso e foi muitíssimo generoso comigo e com o meu trabalho. Ajudou-me muito a crescer como actor, sem dúvida alguma!

Podes levantar um bocado a ponta ao véu sobre o final do Lucas? Vai de acordo com o final que preferias que a tua personagem tivesse?
A certa altura nós, os actores, começamos a defender a nossa personagem com unhas e dentes quando efectivamente a vivemos. Comigo não foi excepção e sendo assim, a certa altura imaginei um final para o Lucas sim. Se o verdadeiro fim do Lucas é ou não o que eu imaginei não vou revelar, pois não teria o mínimo interesse para quem segue, de coração, a série. Bom será ficar colado ao televisor até ao fim pois vêm aí muitas surpresas!

Vais chegar a cantar na série, tal como outros colegas já cantaram?
Por ironia do destino eu não canto em nenhuma cena da série. Mas, para mim, foi bom que assim fosse. Desta forma, aqui, sou apenas Actor. Mas não, não estou a fugir da música, muito pelo contrário!

Que projectos podemos aguardar no que toca à representação e música?
No que toca a representação irei fazer uma pequena participação numa peça de Teatro em Lisboa, da qual ainda não posso dar muitas informações, mas, como referi, é algo muito pequeno. Espero ansiosamente novas propostas para televisão. No campo musical vou, desta vez, tentar finalmente concluir a produção do meu primeiro disco de originais, inteiramente composto e escrito por mim, que iniciei pós Operação Triunfo e que nunca mais terminei pelo que está à vista, muito trabalhinho.

Um CD de originais é um objectivo a curto, médio ou longo prazo?
Já está respondido na questão anterior. Mas claro, se entretanto surgir alguma proposta para televisão, o disco ficará novamente em stand by pois é algo que termino em qualquer altura visto que sou eu que vou gerindo o tempo do projecto.

O que te dá mais gozo fazer: cantar, representar no teatro ou em televisão?
Todas as áreas proporcionam-me estímulos e prazeres diferentes. Mas não me imagino a deixar nenhuma para trás. Têm todas o seu tempo.

És natural de Valadares. Quais são as principais diferenças entre viver na zona do Porto e em Lisboa?
O Porto é a minha casa, o meu castelo. Lisboa é o palácio dos meus sonhos, onde quase todos eles residem. São diferentes, sim, bem diferentes. Mas já me habituei a Lisboa e agora esta é já a minha segunda casa.

Achas que há mais oportunidades de trabalho na capital?
Claro que sim, embora eu não seja totalmente a favor disso. Quantos e quantos sonhos ficam para trás por falta de oportunidades e possibilidades. Quantas pessoas não podem seguir rumo a Lisboa e viver o seu sonho. Isso deixa-me triste. Mas não tenho nem ninguém tem mão nisso. Sendo assim, o facto é que Lisboa é mesmo a cara de Portugal para quem quer beber da Arte.

Tens sido reconhecido na rua? Como é a reacção das pessoas quando te vêem?
Sim. É o culminar de tudo o que fiz até agora a nível profissional. Quase toda a gente me reconhece na rua e me acarinha. O público tem uma importância extrema para quem é Artista. A minha Arte é feita para o público e sem ele nenhum dos meus trabalhos fazia sentido. Daí eu sentir um enorme respeito e consideração pelas pessoas que admiram o meu trabalho e também pelas que me criticam negativamente pois, dessa forma, cresço, aprendo e esforço-me para ser ainda melhor.


Um enorme beijo e um abraço apertado a todos.

in novelasnacionais.com 15.09.2009

 Autores: Andreia Rocha, João Marques e Emanuel Caires

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